Médica explica sobre o trabalho do mastologista

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Dra. Juliana Cattarucci Botos sanou as principais dúvidas da especialidade

Em um mês específico do ano, é quando mais se ouve falar deste profissional. Mastologista, que se torna mais frequente na mídia devido à campanha Outubro Rosa, voltada para a prevenção do câncer de mama. Mas, será que devemos nos consultar somente neste período?

A assessoria de imprensa da santa Casa conversou com a mastologista, Dra. Juliana Cattarucci Botos, que falou mais sobre o assunto. “A mastologia é a especialidade médica que se dedica ao estudo das glândulas mamárias. O profissional estuda, previne, diagnostica, trata e reabilita todas as doenças da mama, desde as alterações benignas até o câncer de mama, e que atingem não só mulheres, mas também os homens”, afirmou.

Quando devo marcar consulta?

As consultas periódicas devem começar para as mulheres a partir dos 35 anos, via de regra, o recomendável é que, a partir desta idade, elas não esperem apresentar sintomas de dores ou nódulos na mama para buscar o especialista. “Porém, independente da idade, se tiver qualquer sintoma ou fazer parte do grupo de risco (casos de câncer na família, menstruação tardia ou precoce, entre outros fatores), é importante procurar um mastologista, mesmo antes de 35 anos”, afirmou.

 

Durante a consulta, é feita uma anamnese para saber sobre os hábitos da paciente e seu histórico de saúde. “A partir disso, é realizado o exame físico da mama e solicitada a avaliação de imagem de acordo com a necessidade. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, a visita ao médico não ajuda somente prevenir o câncer, mas sim diversas outras patologias mamárias. Portanto, consulte um mastologista regularmente e garanta a saúde das suas mamas”, ressaltou.

 

Quais doenças tratam? O que ajuda a prevenir?

 

O mastologista trata e previne qualquer tipo de doença mamária, desde uma mastite que possa ocorrer no puerpério a um câncer. Entre as patologias mais comuns tratadas pela especialidade, está principalmente o câncer de mama, uma das neoplasias com maior incidência. Por isso, o profissional também tem muito conhecimento sobre oncologia. Mas também existem outras condições que podem afetar as mamas, como nódulos, cistos, ginecomastia, assimetrias entre outras. Portanto, é de suma importância procurar o especialista não só para realização de exames de rotina, mas também em caso de qualquer alteração encontrada.

 

Mastite

 

É a inflamação da glândula mamária, caracterizada por apresentar sensibilidade local, dor, vermelhidão e inchaço da mama. São comumente associadas ao período da amamentação, porém podem ocorrer na mulher não lactante, em homens e em crianças.

 

O principal tipo, a lactacional, está associado ao acúmulo do leite, a dificuldade na amamentação, e lesões, como as fissuras, no mamilo. Já a mastite não-lactacional, menos comum, existem de vários tipos: como a mastite granulomatosa idiopática, diabética e até mesmo as causadas por agentes como fungos e tuberculose. A principal delas, que é a periductal, que nada mais é que o processo inflamatório dos ductos mamários principais, está intimamente ligada ao hábito de fumar. O diagnóstico na maioria das vezes é clínico, e o tratamento é realizado de acordo com a causa, porém no tratamento da maioria, iniciamos com antibióticos e antiinflamatórios, visto à grande prevalência de mastite associada a infecção.

 

Ginecomastia

 

Ginecomastia é o crescimento de mamas de tamanho fora do normal em homens, resultante do que chamamos de hipertrofia das glândulas mamárias. Podem ocorrer em pessoas de todas as idades, desde em recém-nascidos, adolescentes e até mesmo em adultos e idosos. É causada por um desequilíbrio entre os hormônios androgênicos e estrogênicos. O tratamento vai depender da causa, da duração e da gravidade e se o aumento das mamas causa alguma dor ou desconforto no paciente.