Acidente foi na Rodovia Washington Luís (SP-310), em São José do Rio Preto/SP, no dia 20 de agosto de 2025. Natural de Cardoso/SP, Gláucio Rogério Gonçalves Gouveia, de 53 anos, morreu no local.
O motorista da carreta flagrado cochilando antes de prensar um carro contra outro veículo e provocar a morte de um advogado foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção do veículo automotor. O acidente ocorreu na Rodovia Washington Luís (SP-310) no dia 20 de agosto do ano passado, em São José do Rio Preto/SP.
Imagens de câmera da cabine da carreta mostram o motorista Aureliano Antônio Messias cochilando no momento em que a carreta avança sobre o carro. As câmeras registraram a cena em cinco ângulos diferentes.
Gláucio Rogério Gonçalves Gouveia, de 53 anos, teve o carro esmagado ao ser atingido na traseira pela carreta e morreu no local. Ele era o único ocupante do veículo, que ficou completamente destruído.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Marcelo Ferrari, o laudo pericial descartou a falha nos freios e concluiu que o motorista teve culpa no acidente, uma vez que não foram encontrados outros elementos que justificassem o atropelamento, a não ser imprudência dele.
Em depoimento à polícia, Aureliano negou ter dormido ao volante antes do acidente e disse que estava apenas relaxando os membros superiores e cruzou os braços no momento em que o trânsito estava parado.
Assim como relatado à Polícia Rodoviária no dia do acidente, o motorista manteve a tese de que houve problemas no freio da carreta e que, por isso, não conseguiu parar o veículo. Contudo, o delegado informou que a perícia desmente o depoimento.
No dia seguinte ao acidente, o advogado da empresa na qual o motorista presta serviços enviou nota à reportagem negando a falha mecânica. Na nota, a empresa ressaltou que o veículo estava em “perfeitas condições de manutenção, com todos os sistemas de segurança e freios funcionando normalmente”.
O inquérito policial foi concluído na semana passada e enviado ao Ministério Público, que deve decidir se envia ou não a denúncia à Justiça. Aureliano não foi preso durante a investigação.
A imprensa tenta contato com o advogado de defesa de Aureliano e com o advogado que representa a empresa para a qual ele trabalhava, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Relembre o caso
O acidente envolveu quatro veículos, sendo o carro e três carretas. Os motoristas das três carretas não ficaram feridos. Eles fizeram o teste do bafômetro, que não constatou embriaguez.
Antes do acidente, Aureliano viajava a trabalho de São Miguel Paulista, em São Paulo/SP, até Três Lagoas/MS. A carreta que ele dirigia estava carregada com ácido sulfúrico.
Na ocasião do acidente, Gláucio voltava do trabalho e estava indo visitar a obra da casa nova em Mirassol/SP, onde morava há mais de 15 anos. O advogado nasceu em Cardoso/SP e tinha dois irmãos, sendo um mais velho, que morreu há cinco anos, e uma mais nova.
*Com informações do g1





