Tucanos, agora, terão apenas dois parlamentares na Alesp. O ex-prefeito de Votuporanga e deputado estadual ainda não comentou o caso e deve se manifestar somente em março, na abertura da janela partidária.
Jorge Honorio
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O PSD (Partido Social Democrático) oficializou nesta quinta-feira (5.fev) o compromisso de filiação de sete deputados estaduais de São Paulo, em um movimento que aprofunda a perda de quadros do PSDB no estado e amplia o peso político do partido comandado por Gilberto Kassab na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
As filiações só poderão ser formalizadas em março de 2026, durante a janela partidária.
No entanto, devem se filiar ao PSD no dia 4 de março os deputados: Analice Fernandes, Maria Lúcia Amary, Dirceu Dalben, Rogério Nogueira, Mauro Bragato, Barros Munhoz e o votuporanguense Carlão Pignatari. Hoje, seis deles estão no PSDB e Dalben é filiado ao Cidadania, que forma federação com os tucanos.
O anúncio foi feito pelo próprio Kassab nas redes sociais. No comunicado, ele afirma que os parlamentares chegam para reforçar a legenda em São Paulo e ampliar a estrutura eleitoral para 2026.
Carlão Pignatari ainda não comentou o anúncio, gerando a expectativa de que deve se manifestar somente em março, na abertura da janela partidária.
A movimentação ocorre sob liderança do dirigente, que além de presidente nacional do PSD é atualmente secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Nos bastidores, lideranças de outras siglas de centro e direita vinham fazendo críticas reservadas à atuação política do secretário, com a avaliação de que ele estaria fortalecendo a estrutura partidária do PSD no estado a partir de articulações feitas enquanto integra o primeiro escalão do governo paulista.
O PSD tem ampliado sua base em São Paulo e vem reforçando a aliança política com Tarcísio, a quem Kassab já sinalizou apoio em 2026. O partido também tem sido apontado como um dos principais destinos de quadros que deixam o PSDB, legenda que perdeu musculatura no estado nos últimos ciclos eleitorais.
Nem toda a bancada tucana na Alesp, porém, seguirá o movimento. Bruna Furlan e Carla Morando não aderiram ao acordo com o PSD e, até o momento, permanecem no PSDB.





