Dupla que agrediu homem confundiu transtorno mental com assédio sexual contra criança, diz polícia 

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Vitor Antônio Laroca, de 35 anos, (à esquerda) e Eduardo de Paula Giannucci, de 36, (à direita) foram capturados em Santa Adélia/SP — Foto: Arquivo pessoal

Ataque ocorreu no dia 14 de fevereiro em Santa Adélia/SP e foi registrado por câmeras de segurança. Vitor Antonio Laroca e Eduardo de Paula Giannucci foram indiciados pelo crime de tentativa de homicídio contra José Pereira de Souza.


Após investigação, a Polícia Civil concluiu que as agressões contra um homem de 60 anos, na rua, em Santa Adélia/SP, ocorreram após os autores do ataque confundirem atos involuntários da vítima, que tem transtorno mental, com assédio sexual à filha de um dos agressores. O espancamento ocorreu no dia 14 de fevereiro e foi registrado por câmeras de segurança.

Vitor Antonio Laroca e Eduardo de Paula Giannucci foram indiciados pelo crime de tentativa de homicídio contra José Pereira de Souza.

Nas imagens, é possível ver a vítima caminhando pela rua, quando um carro se aproxima. O suspeito desce do capô e desfere múltiplos socos na cabeça e em regiões vitais do corpo da vítima, mesmo após o homem já ter caído no chão.

Conforme o inquérito policial, a investigação concluiu que os agressores assumiram o risco de causar a morte da vítima. As agressões foram motivadas por interpretação equivocada dos autores, que acreditavam que o idoso teria assediado a filha de Vitor.

No entanto, as apurações indicaram que a percepção se baseou em movimentos involuntários da vítima, decorrentes do transtorno. A dupla permanece presa desde o dia 23 de fevereiro.

Durante a investigação, testemunhas foram ouvidas e a polícia identificou contradições nos depoimentos prestados, o que motivou o delegado Tiago Mota Tavares da Silva a fazer uma acareação, ou seja, quando são colocadas frente a frente para esclarecimentos.

A família da vítima, acompanhada de dois advogados e da sobrinha do idoso, registrou a ocorrência cinco dias após o crime e apresentou uma versão inicial sobre uma suposta dívida, que não se sustentou durante o inquérito.

Vitor e Eduardo optaram por permanecer em silêncio durante os interrogatórios. Com o inquérito concluído, o caso será enviado ao Ministério Público, que decide se oferece ou não a denúncia.

*Com informações do g1