Dória minimiza crise política e explica retorno ao São Paulo: “Não tem como falar não” 

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Dória apresentado pelo São Paulo — Foto: Bruno Giufrida

Zagueiro retorna ao clube que já havia defendido em 2015, antes de fazer carreira fora do Brasil.


O zagueiro Dória, terceiro reforço do São Paulo para a temporada, foi apresentado nesta terça-feira, no CT da Barra Funda. Entre perguntas sobre crise política e expectativa pelo retorno ao Tricolor, o defensor de 31 anos foi enfático: não poderia recusar a proposta para voltar ao clube que já havia defendido em 2015.

Dória demonstrou, diversas vezes durante a entrevista coletiva, carinho pelo São Paulo. Destacou o tamanho do clube e disse não ter pensado antes de aceitar a proposta, apesar da crise política pela qual passa o Tricolor.

“Não tem como falar não para um clube como o São Paulo. Essas outras questões (políticas) não correspondem muito a mim. Minha questão é trabalhar, jogar futebol e fazer meu melhor para ter resultado positivo. No futebol, tudo se resolve com resultado positivo.”

“Se tem um jogador no mundo que pensa duas vezes para vir ao São Paulo, está muito errado. Se tivesse uma proposta para jogar, não sei, na Índia, que é um futebol não tão vistoso, tudo bem, tem questão de idioma, escola para filhos, adaptação… Mas jogar no São Paulo… Qualquer pessoa não tem como pensar duas vezes”, disse o defensor.

Dória ainda minimizou a crise política do São Paulo. Na próxima sexta-feira, o Conselho Deliberativo tricolor vai se reunir para votar o impeachment do presidente Julio Casares, alvo de uma investigação da Polícia Civil.

“Entendo essas coisas, de passar para o torcedor tudo o que está acontecendo, mas isso, para a gente que é jogador, tem de botar tudo dentro de campo. A única maneira de responder, dar alegria para a torcida, é vencer. A gente não pode se abalar por qualquer outra coisa que podem falar. Aí, no final, era só uma fofoca… Ninguém nunca vai saber a verdade e temos de dar alegria à torcida.”

Dória disse já ter vivido situações parecidas em outros clubes, inclusive no Botafogo, e afastou a possibilidade disso afetar dentro de campo: “São coisas que acontecem e são normais no mundo do futebol. Aconteceu comigo no Botafogo. Último ano, de eleição. Repito, quem pode resolver isso são os jogadores. Dar resultado positivo. Não usar isso como uma desculpa. Quem erra e quem acerta, somos nós. Temos de estar concentrados no nosso trabalho.”

“Vivi isso lá no México. Teve um tempo que o dono do time não podia nem entrar no México. E no final das contas tudo se resolveu. Continuamos trabalhando, focados. Para mim, desde o dia que cheguei aqui não faltou nada. A estrutura que tem o São Paulo é covardia. Até comparando… As melhorias que fizeram, vestiário, as instalações. É de igual para igual para qualquer time da Europa. Para a gente não falta nada”, completou.

Dória ainda mostrou carinho pelo São Paulo. O zagueiro já havia jogado no Tricolor em 2015, antes de atuar na França, na Espanha, na Turquia e no México.

“Foi muito legal (voltar ao CT). Uma sensação que eu não sabia que eu precisava até sentir. Ver esse cara (assessor de imprensa) que já está aqui há 50 anos (risos). Sou muito feliz por chegar e ver o pessoal, ver o pessoal da limpeza, do restaurante, o fotógrafo que está ali atrás. É uma felicidade tremenda. Não sabia que eu precisava sentir isso até voltar.”

Dória foi o terceiro reforço apresentado pelo São Paulo nesta temporada. Antes, o goleiro Carlos Coronel e o volante Danielzinho já tinham sido anunciados e apresentados à torcida.

*Com informações do ge