Deficiente Físico pede auxílio para consertar cadeira de rodas motorizada

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“Aqui é Corinthians meu filho!”, se garante Birica

 

O comando e motor da cadeira estão avariados, R$3 mil pra arrumar, diz Birica

Birica tem a cadeira há 7 anos. “Sem ela a acessibilidade aos locais públicos é impossível”, lamenta o deficiente

Da Redação
Auro Creomar Rodrigues, 58 anos, é deficiente físico por culpa de uma Poliomielite (paralisia infantil), que teve quando nasceu. Auro é conhecido como Birica desde que engatinhava, nem ele sabe a razão; é um corintiano roxo, militante das redes sociais, está sempre dando suas opiniões; às vezes polêmico, noutras, defende seu ponto de vista e doa a quem doer.
Esse é o Birica, um aposentado do INSS que ganha um salário mínimo por mês. Ele conta que há anos atrás entrou na Justiça e ganhou do Governo do Estado uma cadeira de rodas mecânica, com motor; marcha à frente e ré, iluminação, pronta para enfrentar o transito de Votuporanga e muito prática para acessar aos locais que frequenta.
Birica gosta de sair por aí, de pagar suas contas nos bancos, no Correio, Fórum, Prefeitura, INSS, principalmente nos Postinhos de Saúde e não quer depender de ninguém, mas agora a sua cadeira deu um problema mecânico e o concerto foi orçado numa oficina de Votuporanga com peças e mão de obra em R$3 mil.
Então ele partiu pras redes sociais para pedir ajuda na tentativa de que algum advogado entre com uma ação na Justiça para pleitear o conserto da cadeira, já que é um direito seu ou ainda que alguma boa alma o ajude custear o conserto.
Uma cadeira motorizada nova, segundo Birica custa em torno de R$11 a 12 mil. É normal com o uso continuo dar problemas e a dele que já roda há 7 anos enguiçou o comando e o motor. “Aqui em Votuporanga somente o Renato, que tem uma oficina na Rua Acre, é quem conserta, mas ele pediu 3 mil. Esta já é a minha segunda cadeira motorizada. Eu a ganhei por meio de ação judicial junto ao Estado. Já andei muito com essa cadeira de rodas”, explica Birica.
Agora sem ela Birica fica dentro de casa; é certo que o momento é pra ficar em casa mesmo devido a pandemia do coronavírus, mas essa fase vai passar, e quando isso acontecer ele quer sua vida acessível de volta. “Eu consigo andar até 5 metros com a mão na perna, mas só dentro de casa. Eu tenho também uma bike elétrica que também ganhei, dá pra se virar com ela e sair um pouco de casa. Ela tem 3 rodas, mas com ela fica difícil acessar os lugares públicos. É uma dificuldade muito grande, não tem como entrar nos locais com ela. Aonde eu vou tenho que deixá-la lá fora e caminhar até onde dá, mas minhas limitações são grandes, então ela não é igual a cadeira que entro em tudo quanto é lugar”, explica.
“Eu gostaria que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Votuporanga, me auxiliasse por meio da Justiça gratuita. A OAB se encontra fechada, não sei quem é o advogado que está na lista, mas não são todos que possuem escritórios com acessibilidade. Na minha postagem eu estava atrás de um advogado que tenha um escritório com acessibilidade. A minha dificuldade de locomoção é imensa”, lamenta.
“Na ação contra a Fazenda (Estado) ou eles dão uma nova, ou mandam consertar esta, eu ficaria feliz de qualquer jeito, mas até isso dar certo, vou ter que me virar como dá”, finaliza.