Corpo de locutor Asa Branca é velado em Turiúba

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Corpo de Asa Branca vindo para o interior do estado — Foto: Diogo Nolasco/TV TEM

Turiúba é a cidade natal do locutor, que morreu aos 57 anos no Instituto do Câncer, em São Paulo. Enterro acontece nesta quinta-feira (6).

O corpo de Asa Branca, famoso locutor de rodeios que morreu na ultima terça-feira (4), chegou ao município de Turiúba, para ser velado nesta quarta-feira (5). Ele sera enterrado nesta quinta-feira (6) por volta das 16h.

Turiúba é a cidade natal do locutor, que morreu aos 57 anos, no Instituto do Câncer, em São Paulo, após lutar contra um câncer. Asa também era portador do vírus HIV.

Após ser velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, o locutor foi velado na frente da Câmara dos Vereadores de Turiúba. Uma estrutura com uma tenda foi montada para receber familiares, amigos e moradores.

Moradores de cidade natal acompanham chegada de corpo de Asa Branca — Foto: Diogo Nolasco/TV TEM

 

Mulher de Asa Branca é abraçada na chega do corpo em cidade natal — Foto: Diogo Nolasco/TV TEM

 

Lenda dos rodeios

Fãs, amigos e parentes se despedem do locutor de rodeios Asa Branca

 

Asa Branca foi um ícone no mundo dos rodeios por criar um novo estilo de narração. Ele revolucionou as apresentações no final dos anos 1980 ao incrementar a locução a partir de um microfone sem fio, algo inédito para época.

Locutor de rodeios Asa Branca — Foto: Reprodução/Instagram

 

 

O locutor aproveitou a evolução tecnológica para dar ainda mais ênfase ao famoso “segura, peão”, criado por José Antônio de Souza, o Zé do Prato, outro grande nome da locução de rodeios e que morreu em 1992.

“Ah, este é do Zé do Prato, conhecidíssimo. Eu só estiquei um pouco mais: ‘seguuuuura peãããão’”, relembrou em entrevista concedida a uma emissora de TV de Campinas em 2018.

Corpo de Asa Branca, locutor de rodeios, durante velório na Assembleia Legislativa em SP — Foto: Francisco Cepeda/Estadão Conteúdo

 

A partir disso, o rei de versos e jargões e da potente voz inconfundível começou a fazer história nos rodeios Brasil afora.

“O Brasil tem ótimos locutores e me sinto orgulhoso quando me dizem que fiz escola. Me falam, ‘olha lá, Asa, está te imitando’. Eu respondo que isso é ótimo, é sinal que sou uma referência”, afirmou.

Sucesso, excessos e fé transformaram Asa Branca em um mito. No documentário “A Última Lenda dos Rodeios”, lançado esse ano durante a Festa do Peão de Barretos, o locutor contou detalhes sobre a vida atribulada, a luta contra drogas, as relações amorosas e a batalha enfrentada para encarar de frente doenças como a Aids, e um câncer de boca.

Em maio de 2018, ele fez um rodeio em Fernandópolis (SP), e, mesmo recém-aposentado das arenas, se mostrou feliz em ver se aproximar o início das filmagens do longa-metragem “Asa Branca – A Voz da Arena”. “O Brasil tem ótimos locutores e me sinto orgulhoso quando me dizem que fiz escola. Me falam, ‘olha lá, Asa, está te imitando’. Eu respondo que isso é ótimo, é sinal que sou uma referência”, conclui.