Como Artur virou protagonista e mudou a “cara” do São Paulo em menos de um mês 

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Artur comemora gol marcado pelo São Paulo — Foto: Marcos Ribolli/GE

Atacante chegou ao clube no fim de março e já é titular absoluto sob o comando de Roger Machado.


Artur estava em baixa no Botafogo e chegou ao São Paulo sob desconfiança de muitos torcedores. A rápida negociação para que o atacante trocasse o Rio pela Barra Funda foi até encarada como um erro por uma ala da torcida tricolor. Menos de um mês depois, o cenário é outro.

Apesar de os números mostrarem “apenas” um gol e uma assistência em cinco jogos, Artur tem sido protagonista do São Paulo. O atacante foi titular e não foi substituído em quatro das cinco partidas que o Tricolor disputou no período, contra Internacional, Cruzeiro, Boston River, Vitória e O’Higgins.

Ele só foi reserva na estreia da Sul-Americana, quando a equipe que foi a campo não era titular.

A melhor atuação de Artur foi contra o Cruzeiro, justamente quando deu sua assistência, para Ferreira marcar um de seus três gols. Antes, porém, ele já havia sofrido o pênalti que resultou no primeiro gol. No segundo tempo, saiu dos pés do atacante o cruzamento que terminou no terceiro gol tricolor. O reforço, portanto, só não participou do último, nos minutos finais.

A chegada de Artur também deu, a Roger Machado, a possibilidade de montar o São Paulo no seu esquema preferido, com três atacantes.

O Tricolor, justamente desde a chegada de Artur, jogou todas as partidas num 4-3-3, com dois pontas e um centroavante. Pela direita, o atacante cumpre uma função importante para que o esquema funcione: pressiona a saída de bola adversária, dá amplitude à equipe e ainda se divide entre a marcação do lateral e a criação de jogadas na ponta.

No Botafogo, Artur tinha disputado 12 partidas e feito dois gols nesta temporada. Sem espaço, acabou negociado com o novo clube.

Artur chegou ao São Paulo por empréstimo até o fim desta temporada. O Tricolor divide com o Botafogo os salários do atacante. Se o jogador atingir metas estabelecidas em contrato, o clube do Morumbis precisará “devolver” ao fim de 2026 os 40% que serão pagos pelo Alvinegro no decorrer do ano.

São dois níveis de metas estipuladas em contrato, ambas relacionadas ao número de jogos de Artur com a camisa do São Paulo. Se a primeira meta for atingida, o clube paga metade valor que foi pago pelo Botafogo em relação aos salários. Caso a segunda meta seja batida, o clube tricolor arca com os vencimentos de forma integral. Os dois números são mantidos em sigilo.

*Com informações do ge