Clínica de reabilitação clandestina é fechada em Rio Preto: ‘Ficava o dia todo dopado’ 

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A ação contou com a participação da Vigilância Sanitária, Secretaria da Saúde, Assistência Social e Guarda Civil Municipal. — Foto: André Modesto/TV TEM

Operação do Ministério Público prendeu a dona do estabelecimento em flagrante por cárcere privado e resgatou 42 internos que viviam no local.


Uma clínica de reabilitação clandestina instalada na chácara Estância Morada Campestre foi fechada na manhã desta segunda-feira (31.mar) no distrito de Engenheiro Schmitt, em São José do Rio Preto/SP.

A dona do local foi presa em flagrante por cárcere privado e deve passar por audiência de custódia ainda nesta terça-feira (1º). Durante a operação, realizada a pedido do Ministério Público, 42 internos foram retirados da chácara onde a clínica funcionava.

Segundo a promotoria, os internos eram impedidos de sair do local e não podiam ter contato com as famílias. Há relatos de agressões e até de dopagem forçada dos pacientes.

“As pessoas que não queriam fazer as tarefas diárias aqui, passavam por medicação, ficava o dia todo dopado, dormindo. Às vezes, não conseguia nem ir para o quarto de volta”, relata um ex-interno que não quis ser identificado.

Com a chegada da força-tarefa, composta por equipes da Vigilância Sanitária, Secretaria da Saúde, Assistência Social e Guarda Civil Municipal, os internos aplaudiram a operação e demonstraram alívio.

“Na hora que chegamos, ficamos até surpresos com a reação. Bateram palmas, se emocionaram e deram até graças a Deus”, afirma Rafaela Moraes, da Secretaria de Assistência Social.

Segundo Rafaela Moraes, os pacientes contam com o auxílio da Assistência Social, que busca contato com os familiares para garantir o retorno deles às suas cidades de origem. Muitos são de localidades distantes e até de outros estados. A prefeitura informou que fornecerá passagens para aqueles que precisarem.

Os pacientes cujas famílias irão buscar apenas nesta terça-feira (1º) serão encaminhados para pernoite no Albergue Noturno. Já os pacientes que não possuem autonomia, apresentam alterações clínicas ou psiquiátricas, permanecem sob a responsabilidade do CAPS.

Enquanto isso, o Ministério Público segue investigando as denúncias e as documentações do estabelecimento.

*Com informações do g1 

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