Cerca de 500 profissionais de saúde participam do 2º Fórum Multidisciplinar do Transtorno do Espectro Autista no HCM 

976
Cerca de 500 profissionais de saúde participam do 2º Fórum Multidisciplinar do Transtorno do Espectro Autista no HCM – Foto: Reprodução

Evento sediado no Centro de Convenções da Funfarme reuniu profissionais de Rio Preto e região.


No mês de abril é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Pensando na importância do atendimento diferencial para esses pacientes e no treinamento de seus profissionais e da região, o Hospital da Criança e Maternidade (HCM) promoveu o II Fórum Multidisciplinar do Transtorno do Espectro Autista no dia 5 de abril no Centro de Convenções da Funfarme.

“O autismo é a caracterização de um transtorno que tem como características principais algumas dificuldades na comunicação, nos processos emocionais e comportamentos atípicos, que fazem com que o sujeito portador do autismo tenha dificuldades nas interações sociais e nas compreensões das suas rotinas. O propósito principal desse fórum é proporcionar informação de qualidade para a comunidade como um todo. Nosso objetivo é conseguir discutir diversos temas com intuito de capacitar profissionais da saúde, educação e comunidade com objetivo de ajudar pais e responsáveis em relação ao tema, proporcionando um conteúdo que contemple as demandas desses pacientes. Quanto mais precoce é o diagnóstico, melhor é o desenvolvimento de habilidades e características, diminuindo em certa medida o grau de sofrimento dessa criança e da família”, disse a psicóloga da Funfarme Daniela Barbosa Dias.

O diretor executivo da Funfarme, Dr. Jorge Fares falou da importância de abordar a temática do autismo todos os dias. “Sem dúvida esse é um assunto muito importante na sociedade e a Funfarme e Famerp participaram ativamente. Temos que brigar por direitos e políticas públicas para esses pacientes. Quero dizer também que o dia do autista é todo dia. Todos os dias são dias para pensarmos em conscientização, capacitação e inclusão. O processo educativo na sociedade com cada um fazendo sua parte é essencial para que possamos popularizar ainda mais esse tema e oferecer o melhor tratamento possível”, afirmou.

O HCM conta atualmente com uma sala de espera dedicada a pacientes diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) para proporcionar maior conforto aos pais e filhos atendidos na unidade. O espaço conta com brinquedos, jogos, mesa de colorir e uma televisão com programas infantis.

Já para o diretor administrativo do HCM, Dr. Antônio Soares o hospital está em constantes aprimoramentos para melhor acolher os pacientes autistas. “A incidência atualmente de TEA é muito grande e temos que estar preparados para acolher esses pacientes. Atualmente temos uma estrutura preparada com funcionários desde a portaria até salas sensoriais especializadas, além de prontuário e quartos com identificação desses pacientes, para que recebam um atendimento adequado associado ao espectro que apresentam. Nossa missão na Funfarme é divulgar conhecimento com fóruns e atualizações para poder passar informações novas aos profissionais de saúde multidisciplinares no sentido de que possam atuar de maneira mais adequada a esses pacientes”, ressaltou.

Participaram do fórum cerca de 500 profissionais de áreas como neuropediatria, fonoaudiologia, psicopedagogia, psicologia e jurídica de toda DRS-XV para debater as diversas áreas essenciais no atendimento desses pacientes.

Dentre os temas do fórum estavam: como identificar os sinais de autismo na infância, os direitos da criança autista, o papel da psicopedagogia no desenvolvimento da aprendizagem, além da abordagem familiar e rede de suporte com o tema cuidando de quem cuida. 

Como representante da Faculdade de Medicina de Rio preto (Famerp), A Prof. Dra. Vânia Zaqueu Brandão ressaltou a temática do evento. “É com imenso prazer que venho aqui hoje representar o Dr. Francisco Cury em um fórum tão importante quanto esse. É um orgulho dividir uma mesa com profissionais que tanto contribuem para o desenvolvimento de pacientes com TEA”, disse.