Presidente lidera o índice de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum, seguido pelo senador do PL.
O presidente Lula (PT) lidera a taxa de rejeição para as eleições presidenciais de 2026, com 52,5%. Na sequência, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 49,6% do eleitorado afirmando que não votaria nele de jeito nenhum. Os dados são do instituto AtlasIntel e mostram o atual ‘teto de vidro’ dos principais atores políticos nacionais.
Os números evidenciam a forte divisão eleitoral no país, concentrando as maiores resistências nos candidatos do PT e do PL. A diferença entre o senador Flávio Bolsonaro e o terceiro colocado na lista de rejeição, ilustrando o peso da polarização, é de 11,9 pontos percentuais.
O nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registra 37,7% de rejeição no mesmo cenário. Ele é acompanhado no bloco intermediário por Renan Santos (Missão), com 35,7%, e por Pablo Marçal (PRTB), que tem 35,1%. Devido à margem de erro, Santos e Marçal estão em empate técnico.
Nomes com maior espaço para crescer
Na outra ponta do levantamento, os candidatos que testam a viabilidade eleitoral apresentam as menores taxas de resistência. O escritor Augusto Cury (Avante) tem 25,6% de rejeição, figurando como o postulante com o maior espaço teórico para conquistar novos eleitores na disputa.
Os governadores também aparecem na parte inferior da lista de rejeitados. O chefe do Executivo goiano, Ronaldo Caiado (PSD), registra 28,1%, enquanto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), atinge 31,6%. A opção “nenhum destes” foi escolhida por apenas 0,7% dos entrevistados.
A pesquisa AtlasIntel, encomendada pela Bloomberg, entrevistou 5.000 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) entre os dias 4 e 9 de setembro de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01452/2026.
Maioria dos eleitores desaprova governo Lula
A desaprovação de Lula atingiu 53,8% dos eleitores brasileiros, enquanto a aprovação registrou 43,7%. Em comparação com o cenário anterior, o petista oscilou negativamente: a desaprovação cresceu quase três pontos, saindo de 51%, e a avaliação positiva caiu de 45% para o patamar atual. A parcela de entrevistados que não souberam responder variou de 2% para 2,5% na pesquisa mais recente.
Quando questionados sobre a avaliação geral da gestão, 50,8% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo. Por outro lado, o grupo que considera a administração ótima ou boa soma 38,3%. Os eleitores que avaliam o governo federal como regular representam 10,8% da amostra analisada.
Panorama das pesquisas para a Presidência em setembro
Os levantamentos divulgados no início de setembro mostram um cenário de liderança mantido por Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial, seguido por Flávio Bolsonaro, acompanhado do crescimento expressivo de Augusto Cury na terceira colocação.
Em pesquisa divulgada no dia 2 de setembro, a Quaest mostrou Lula com 37% e Flávio com 30%, destacando também a ascensão de Augusto Cury no terceiro posto com 10%. Na sequência, levantamento do Datafolha indicou Lula com 38% e Flávio com 33% em intenções de voto para o primeiro turno, apontando Cury com 8%. Já no levantamento mais recente, a Quaest registrou Lula com 36% contra 29% de Flávio e 8% de Cury.
Na pesquisa divulgada no dia 8 de setembro, a BTG/Nexus apontou Lula com 39% e Flávio com 31% das intenções de voto no primeiro turno. Augusto Cury registrou 9%.
*Com informações da Band





