
Governador diz que agentes que tiverem participação comprovada no esquema investigado pelo MP serão afastados e responsabilizados criminalmente.
Policiais envolvidos no esquema de corrupção investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pela Corregedoria da Polícia Civil serão demitidos, afirmou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta sexta-feira (28.ago).
A declaração foi dada durante uma agenda de campanha na Barragem Duas Pontes, em Amparo, no interior de São Paulo, no mesmo dia em que uma operação mirou policiais civis suspeitos de extorquir contrabandistas de produtos eletrônicos.
“O governo do Estado de São Paulo não tolera desvio. É um governo que vai investigar, que vai punir quem sai da risca, quem tem uma conduta desviada. A gente não vai tolerar isso”, disse Tarcísio de Freitas.
Segundo o governador, os agentes que tiverem envolvimento comprovado deverão responder tanto administrativamente quanto na esfera criminal: “Nós vamos punir, nós vamos afastar, nós vamos apresentar à Justiça. Então, eles vão ter a punição na esfera administrativa, com a demissão, e vão ter a punição na esfera penal”, reiterou.
A operação foi realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil. A investigação apura a atuação de agentes públicos em um esquema de cobrança de propina envolvendo cargas de eletrônicos contrabandeados.
De acordo com a apuração, policiais são suspeitos de abordar carregamentos de mercadorias ilegais e exigir dinheiro para evitar a apreensão integral dos produtos ou permitir a devolução de parte das cargas.
A investigação também apura suspeitas de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação teve diligências em São Paulo e em outros estados. Três policiais civis, um advogado e um empresário foram presos no âmbito da ação.
*Com informações da CNN Brasil




