Abel reclama após vitória: “Desde a gritaria contra o São Paulo, o Palmeiras não teve mais pênaltis” 

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Abel Ferreira em Inter x Palmeiras — Foto: Maxi Franzoi/AGIF

Técnico diz que Vitor Roque foi derrubado dentro da área na vitória contra o Internacional e voltou a lembrar do Choque-Rei disputado no Brasileirão do ano passado.


Abel Ferreira voltou a citar o clássico contra o São Paulo do Brasileirão de 2025 após a vitória do Palmeiras sobre o Internacional por 3 a 1, nesta quinta-feira, no Beira-Rio. O técnico reclamou de um pênalti não marcado em Vitor Roque, e novamente considerou que o polêmico Choque-Rei teve influência.

“Desde o jogo contra o São Paulo vão 23 jogos e parece que tem um decreto que não se pode marcar pênalti para o Palmeiras, não entendo isso. Depois da gritaria toda, o único pênalti foi contra a LDU, em casa. No Paulista, tivemos situações de pênalti claro e nós temos que ser mais exigentes uns com os outros. Arbitragem é muito exigente comigo e está certo. Mas eu exijo também, e o Palmeiras e os clubes brasileiros exigem”, declarou.

“Na minha opinião, tivemos um pênalti claro no Roque, não é uma crítica, é uma constatação. Desde a gritaria com o São Paulo, o Palmeiras não teve mais nenhum pênalti (no Brasileiro). O toque é claro”, reforçou.

O jogo citado por Abel foi a vitória do Verdão sobre o São Paulo por 3 a 2, no dia 5 de outubro, no Morumbis. Houve muita reclamação do lado tricolor por um pênalti não marcado de Allan em Tapia, quando o time da casa ainda vencia por 2 a 0, além de uma possível expulsão de Andreas Pereira, que não aconteceu.

Já na reta final do último Campeonato Brasileiro, quando o Palmeiras viu o Flamengo começar a abrir vantagem, Abel dizia que “muita coisa mudou” desde aquele clássico.

Apesar da reclamação sobre a arbitragem, o técnico considera que o Verdão fez um bom jogo no Beira-Rio. Ele entende que o time só teve problemas no fim da partida por conta do desgaste, já que são três partidas seguidas com a mesma escalação.

“Fizemos um bom jogo, contra um time organizado, bem treinado. No fim, pelo que fizemos saímos com uma vitória difícil, mas merecida”, avaliou.

“Vamos fazer gestão. No Brasil, pela intensidade, as viagens, a hora que chega em casa, a privação de sono, a recuperação física, é um detalhe que pouca gente. Por que nossa equipe nos últimos 10 ou 15 minutos não empurrou o adversário para trás? Por isso, o adversário descansou a equipe durante a semana, e nós há três dias tivemos um jogo intenso fisicamente e mentalmente, na casa de um grande adversário (Corinthians). Se eu rodo a equipe, iam falar que eu era maluco.”

“Não tínhamos gasolina, porque ficou no último jogo. É difícil dizer quando e como e até onde vamos manter a consistência, porque há lesões, castigos, jogos. Nosso calendário é insano neste aspecto. Não sei até quando vamos sustentar, mas temos nossos processos para tomar as melhores decisões, para ter a equipe competitiva em todos os jogos e todas as competições”, completou. 

A vitória no Beira-Rio levou o Palmeiras à liderança do Brasileiro após três jogos, com sete pontos. O time volta a jogar no domingo, contra o Guarani, pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista. Já classificado no Estadual, Abel deve escalar reservas. 

*Com informações do ge