A corrida mundial pela descoberta da vacina para a Covid 19

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Há uma corrida contra o tempo dos cientistas para encontrar uma vacina contra COVID-19

Por Andrea Anciaes

 

OMS contabiliza mais de 120 pesquisas para descoberta de vacina contra Covid-19

Aumentam a cada dia às expectativas em relação a uma vacina eficaz no tratamento do coronavirus. Muitos pesquisadores têm alcançado progresso no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19, com alguns estudos em estágio avançado, mas o uso não é esperado até o início de 2021, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS está trabalhando para garantir uma distribuição justa das vacinas, mas neste meio tempo é essencial conter a disseminação do novo coronavírus, já que os novos casos diários estão quase em níveis recordes em todo o mundo.

O desenvolvimento de uma vacina será um ponto de inflexão determinante na luta contra o novo coronavírus, que já matou mais de 120.000 pessoas no mundo!

A situação da pandemia da covid-19 no Brasil, que tem apresentado média diária de mais de mil mortes, justifica a expectativa depositada na comprovação da eficácia das vacinas que estão sendo testadas por aqui. É natural que a ansiedade faça com que muitos esqueçam que, entre o resultado positivo das pesquisas e a imunização da população, ainda exista um longo caminho a ser percorrido.

Setenta e cinco países já expressaram o desejo de se associarem ao mecanismo COVAX, criado para permitir o acesso rápido, justo e com igualdade às vacinas contra a COVID-19 em todo o mundo assim que for aprovada.

Muitos passos serão dados depois da descoberta da vacina. Entre eles, a aprovação pela Anvisa, a importação de insumos e das primeiras doses, a construção e ampliação de fábricas e laboratórios, a logística para cobertura vacinal do território nacional e muito mais. Uma luta diária da ciência pela cura desse vírus letal! Especialistas se mostram confiantes, mas ninguém ainda pode cravar que seja ainda este ano.

Acredita-se que em cinco ou seis meses a eficácia das vacinas testadas no país possam ser comprovadas. A partir desse ponto, as empresas e institutos irão submeter esses resultados à Anvisa….é razoável imaginar que a autorização para produção demore bem menos do que no caso de outros remédios ou imunizantes.

Até o momento, nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados “experimentais”.

Vale ressaltar que as pesquisas estão sendo conduzidas em ritmo acelerado, já que uma vacina pode levar anos ou até décadas para serem desenvolvidas. Como por exemplo, a vacina contra o ebola, recentemente aprovada e que levou mais de 16 anos desde o início das pesquisas.

Há dezenas de vacinas em estados diferentes de testes no mundo hoje. Existe uma grande expectativa para que alguma delas consiga realmente alcançar o sucesso e objetivos esperados para, então, iniciar-se o fim da pandemia que marcou o ano de 2020.

Vale ressaltar que aqui no Brasil a vacina se encontra já no “estágio 3”, o que é uma grande vitória em meio a inúmeras dificuldades.

“A Fiocruz descobriu o genoma e as divisões celulares do covid no mês de abril!  Foi ela quem descobriu que sua base era de gordura.

Porém, a Fiocruz não tinha a tecnologia para desenvolver a vacina, mas sabia como deveria ser feito.

Procurou o Governo Federal na época e este NÃO DEU OUVIDOS, não autorizou auxílio financeiro e desprezou a pesquisa o que é lamentável.

A Fiocruz se uniu ao Butantan em São Paulo que se comunicou com Oxford…

Esses cientistas se comunicaram e compartilharam o descobrimento do genoma e a Oxford  entrou com a tecnologia.

Deixaram os políticos literalmente de lado para concluírem a pesquisa!

As pesquisas estão em fase de conclusão, com 93% de êxito e esse mérito se deve à luta de pesquisadores sem o menor apoio de um governo que além de não dar atenção às pesquisas também não acredita na ciência!

Até agora há muitas razões para um otimismo cauteloso, com várias vacinas mostrando potencial. Porém, é preciso ter paciência, pois é necessário ter o máximo de certeza antes de injetar a humanidade toda com um remédio feito às pressas.”

Como já aprendemos com a cloroquina, se faz necessário não colocar “a carroça na frente dos bois” até que se prove de fato que o medicamento seja a porta da cura para esse vírus desconhecido e letal.