
Governador de Minas Gerais descarta aliança sugerida por Ciro Nogueira e reafirma intenção de disputar a presidência como cabeça de chapa.
O governador do Estado de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), negou nesta segunda-feira (12.jan) que existam tratativas para ele ocupar o posto de vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração ocorre após o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PI), defender publicamente a união entre os dois nomes para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.
Apesar da sugestão do dirigente partidário, Zema afirmou que sua estratégia atual é manter-se como cabeça de chapa. O governador reforçou que pretende seguir com seu projeto político até o encerramento do calendário eleitoral. “Eu sou pré-candidato, como já aconteceu o lançamento no ano passado, continuo com a pré-candidatura e irei até o final”, declarou o mineiro à imprensa.
A estratégia de Ciro Nogueira
A proposta de união entre Flávio e Zema foi apresentada por Ciro Nogueira como uma forma de fortalecer a oposição na região Sudeste, que é o principal colégio eleitoral do Brasil. Para o senador piauiense, o governador de Minas Gerais possui “entregas e experiência”, atributos que poderiam dar peso a uma candidatura contra o atual governo.
No entanto, o próprio Nogueira ponderou sobre a viabilidade eleitoral da composição. Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente do Progressistas admitiu ter dúvidas se o perfil de Zema teria a capacidade de atrair novos eleitores para a chapa. “Não sei se o Zema chega a somar eleitoralmente”, afirmou o dirigente.
Foco no Sudeste e pré-candidatura
A movimentação de bastidores reflete a importância estratégica de Minas Gerais e do Sudeste na corrida presidencial. Mesmo com a indicação de Nogueira para que Zema ocupe a vice-presidência, o governador do Novo insiste que não houve conversas formais sobre essa possibilidade e que o foco total está em consolidar seu próprio nome na disputa majoritária.
Zema pontuou que o lançamento de sua pré-candidatura, ocorrido no ano passado, é um compromisso mantido pela sua gestão e partido. A decisão do governador mantém, por ora, a fragmentação no campo da oposição ao Palácio do Planalto.
*Com informações da Band




