Tóquio 2020: por cerimônias mais simples, organizadores trocam direção criativa do evento

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Foto: Divulgação / Tóquio 2020

O time de sete pessoas antes comandado por Mansai Nomura agora dá lugar a Hiroshi Sasaki que pretende adequar o evento ao mundo pós Covid-19.

Os organizadores de Tóquio 2020 anunciaram mudanças na equipe criativa responsável por dirigir as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos no ano que vem. O time de sete pessoas antes comandado por Mansai Nomura agora dá lugar a Hiroshi Sasaki.

Sasaki ajudou a produzir a cerimônia de passagem de bastão dos Jogos do Rio de Janeiro para os Jogos de Tóquio, marcados pela aparição do então Primeiro Ministro Japonêz, Shinzo Abe, como o personagem dos videogames Super Mario. De acordo com os organizadores, a troca ajudará na reformulação das cerimônias para que estejam de acordo com os novos tempos.

– As cerimônias ainda serão uma grande celebração para ser aproveitadas pelos atletas e por quem assistir, mas provavelmente serão mais simples e com um design mais restrito para refletir a simplificação dos Jogos como um todo e a potencial necessidade de ainda ter medidas de combate à Covid-19. (…) É apropriado tornar as cerimônias e os programas mais simples para que de alguma forma reflitam e respeitem a experiência mundial da pandemia – diz o comunicado oficial.

Em entrevista coletiva reproduzida pela agência de notícias Reuters, Sasaki disse que “as condições são difíceis, mas que neste estágio nenhum progresso está sendo feito ainda”.

– Agora as cerimônias extravagantes são consideradas excessivas e precisamos pensar sobre este momento como uma oportunidade para mudar por causa da Covid-19, ou graças a Covid-19 – disse Sasaki.

Os Jogos de Tóquio foram adiados para 2021, com as Olimpíadas sendo disputadas de 23 de julho a 8 de agosto, e as Paralimpíadas de 24 de agosto a 5 de setembro. Nesta terça-feira foi confirmado orçamento oficial revisto após o adiamento. O aumento em relação à previsão inicial é de 22%, totalizando um custo total de mais de R$ 79 bilhões.

 

Com informações: portal uol.com.br