Terremotos na Venezuela podem ter de 10 mil a 100 mil vítimas, diz USGS

2
6 de 12 Pular carrossel Fim do carrossel Danos causados por terremotos na Venezuela – Foto: Reuters

Sistema Pager do serviço geológico americano projeta altas vítimas e danos extensos devido a tremores e estruturas vulneráveis na região.


O USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) emitiu um alerta vermelho por meio de seu sistema Pager, estimando que o tremor do terremoto na Venezuela pode resultar entre 10 mil a 100 mil vítimas.

“Alerta vermelho para mortes relacionadas ao tremor e perdas econômicas. Altas vítimas e danos extensos são prováveis, e o desastre provavelmente é generalizado. Alertas vermelhos anteriores exigiram uma resposta nacional ou internacional”, afirmou o USGS em seu comunicado.

A maioria das pessoas na região vive em estruturas vulneráveis ao impacto dos tremores, acrescentou o órgão. “Os tipos predominantes de edifícios vulneráveis são construções de alvenaria de tijolos não reforçados e blocos de adobe”, disse o USGS.

As estimativas do Pager são geradas automaticamente para fornecer aos socorristas uma noção rápida da possível escala dos terremotos, ajudando a orientar os esforços de resgate e ajuda, mas o USGS alerta que elas não são números confirmados de mortes.

Tremores no Brasil

Brasileiros da Região Norte do país relataram ter percebido os terremotos. A Defesa Civil do Estado do Amazonas informou que um tremor de terra foi sentido por moradores de Manaus, Barcelos e Iranduba, mas sem causar vítimas.

O prefeito Igor Normando, de Belém, disse nas redes sociais que a cidade também tremeu e prédios foram evacuados por precaução nos bairros de Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira. O prefeito pediu calma e atenção às orientações do poder público.

Segundo a Telesur, o epicentro do terremoto principal foi a 23 quilômetros de Yumare. A emissora estatal venezuelana informou que esses tremores estão entre os mais fortes que atingiram o país em mais de um século.

O último sismo de magnitude semelhante foi em 2018, de 7,3, afetando pelo menos dez países da região, incluindo o Brasil, a Guiana e diversas ilhas do Caribe.