SOBRIEDADE JÁ 

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Carlinhos Marques - Presidente Fundador do INSTITUTO NOVO SINAI - Foto: Reprodução

OLHA O QUE FOI MEU BOM JOSÉ

São José foi o homem do raro: silêncio com atitude, José recebeu a notícia mais improvável da história e não correu, não inventou desculpas, ele ficou. E ao lado de Maria, enfrentou uma gravidez que não cabia na lógica, mas coube no coração justo de Jose. Tenho na minha estante uma imagem de São José dormindo, e ela fala muito, e bem simbólica, foi dormindo que José sonhava, não com riqueza, status, mas os mistérios de Deus, e entendia seu papel: cuidar da Mãe e do Menino, proteger, sustentar o eterno.

Enquanto hoje existem homens que fogem até de serem pais de si mesmos, José foi pai daquele que salvaria o mundo. Jose não era o protagonista da história, mas foi essencial para que ela acontecesse. O Carpinteiro de mãos firmes e decisões firmes também.

O mundo precisa de mais ”Josés”. Menos justificativas e mais presença, não é sobre o que você fala, mas sobre o que você sustenta. E José, ah Jose sustentou a salvação dentro de sua casa.

DEZ VEZES SEM JUROS?

AH… ISSO NÃO EXISTE.

“Dez vezes sem juros.” 

Essa frase aparece em anúncios e sites com uma frequência quase milagrosa. Parece um gesto de generosidade, “Leve tranquilo, pague devagar”. 

Sejamos honestos: o comércio não virou instituição de caridade. 

A verdade é menos romântica. Alguém paga essa conta. E, adivinhe, você mesmo. Os juros estão apenas escondidos, disfarçados nas parcelas simpáticas. 

Mas essa lógica não aparece apenas nas compras. Também aparece em ideias. 

Discursos sedutores.
Promessas modernas. 

De repente surgem propostas que parecem vantajosas, convenientes. Só que muitas vezes o preço é pago com princípios, com consciência, com caráter. 

Somos frequentemente convidados a trocar valores por conveniência, identidade por vantagens rápidas. 

Como se abrir mão daquilo que somos fosse um grande negócio. 

Mas a vida raramente funciona assim. 

Não existe “dez vezes sem juros” quando o pagamento é feito com a própria alma. 

“Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder a sua alma?” Marcos 8,36

QUEM QUER ARRUMA UM JEITO 

Existem dois personagens que caminham pelas mesmas ruas da vida. 

O primeiro é o determinado. 

Ele também se cansa, enfrenta dificuldades, tem dias ruins. Mas há algo nele que fala mais alto: a decisão. 

Quando surge um obstáculo, ele não pergunta se é possível. Ele pergunta como será possível. 

Se falta tempo, ele organiza o tempo.
Se falta recurso, ele improvisa.
Se a porta está fechada, ele procura outra entrada. 

Para quem está decidido, quase sempre existe um caminho. 

Talvez não seja o mais fácil, mas é o necessário. 

O segundo personagem é o especialista em justificativas. 

Ele não faz porque está cansado, porque está ocupado, porque não é o momento. 

Para ele sempre falta alguma coisa. 

Tempo, oportunidade, apoio. 

E assim, enquanto coleciona desculpas também coleciona sonhos que nunca saíram do lugar. 

Curiosamente, os dois vivem no mesmo mundo. Enfrentam desafios parecidos. Possuem limitações humanas. 

A diferença não está nas circunstâncias. 

Está na postura. 

Porque no fim das contas, a vida costuma revelar uma verdade simples: 

Quem quer arruma um jeito.
Quem não quer… arruma uma desculpa. 

“Tudo posso naquele que me fortalece.”
Filipenses 4,13 

QUANDO O SUFICIENTE NÃO É SUFICIENTE

Nada é suficiente para quem acredita que o suficiente é pouco. 

Preste atenção nisso: a maioria de nós tem o suficiente, mas, para algumas pessoas, esse suficiente nunca basta. 

E quando o suficiente não é suficiente… nada do que vier depois será. 

São os eternos insatisfeitos. 

Conquistam algo e imediatamente voltam o olhar para aquilo que ainda não têm. É um olhar treinado para enxergar a falta. 

Nunca o copo meio cheio.
Sempre meio vazio. 

O problema raramente está no tamanho da bênção, mas na forma de percebê-la. 

Quem vive esperando mais do que a vida oferece acaba condenado a uma sensação permanente de escassez. 

Já a gratidão muda completamente a perspectiva. 

Ela não aumenta o que temos. Mas amplia o valor do que temos. 

Talvez a verdadeira riqueza comece quando o coração aprende que o suficiente já e uma grande bênção. 

“Tendo o que comer e vestir, contentemo-nos com isto.” 1 Timóteo 6,8

PIADA REPETIDA NÃO TEM GRAÇA… POR QUE OFENSA REPETIDA TEM? 

Uma piada, mesmo muito engraçada, perde a graça quando é repetida muitas vezes. 

Na primeira vez a gente ri, na segunda ainda arranca um sorriso educado. 

Na terceira… já fica difícil. 

Talvez devêssemos aprender algo com isso. 

Muitas ofensas, críticas e acusações funcionam da mesma forma. 

No começo machuca. Fere o orgulho. 

Mas quando alguém repete a mesma crítica várias vezes, aquilo deveria perder a força. 

Porque a repetição revela mais sobre quem fala do que sobre quem ouve. 

O melhor caminho é não criar plateia. Não alimentar a ofensa.
Não discutir a “piada velha”, e tratar como se trata uma piada sem graça. Ignorar. 

Quando alguém insiste nas mesmas acusações, está revelando a pobreza do próprio repertório. 

E quando a consciência está tranquila, isso basta. 

Nem toda provocação precisa de resposta. 

Algumas merecem o silêncio de quem percebeu que aquilo não passa de mais “uma piada” que já perdeu a graça. 

Quem guarda a sua boca conserva a sua alma.” Provérbios 13,3

Por: Carlinhos Marques 

Presidente Fundador Instituto Novo Sinai, idealizador projeto “Sobriedade Já” 

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www.novosinai.org.br