
O foco central não foi apenas o que a tecnologia pode fazer, mas como as pessoas podem utilizar os dados para cuidar melhor de outras pessoas.
No ecossistema de um hospital, existem engrenagens invisíveis aos olhos dos pacientes, mas que são o verdadeiro coração da segurança e da vida dentro da instituição. Pensando no fortalecimento e na evolução constante dessas áreas, a Santa Casa de Votuporanga sediou, nesta quarta-feira (24.jun), no Espaço UNIFEV Saúde, o evento científico “CME 4.0: Como a Inteligência Hospitalar transforma os processos de esterilização em eficiência e segurança”, em parceria com a Strattner.
Mais do que debater sistemas modernos ou equipamentos de ponta, o encontro se destacou por seu caráter humanizado. O foco central não foi apenas o que a tecnologia pode fazer, mas como as pessoas podem utilizar os dados para cuidar melhor de outras pessoas.
Integração Multidisciplinar e Conexão Regional
A importância do tema atraiu profissionais de diversas especialidades e de várias cidades do noroeste paulista. O auditório reuniu equipes estratégicas da Engenharia Clínica, CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), Centro Cirúrgico, CME (Central de Material e Esterilização) e OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais).
A troca de experiências ganhou ainda mais força com a presença de participantes vindos de Votuporanga, São José do Rio Preto, Fernandópolis, Catanduva, Mirassol e Araçatuba.
A palestra principal foi conduzida por Marcia Barbosa Magalhães, enfermeira especialista em Controle de Infecção, Gestão em Saúde e Gestão de Pessoas. Ela trouxe insights valiosos sobre os “Desafios Cruciais das Instituições de Saúde”, instigando a plateia a enxergar além das máquinas.
O Desafio: Da Informação à Ação Eficiente
O grande propósito do evento foi provocar os profissionais a saírem da zona de conforto operacional. Marcia e os debatedores lançaram desafios fundamentais para o dia a dia hospitalar: “O que nós fazemos, na prática, de posse de todas as informações que a tecnologia nos proporciona hoje?”
Os participantes foram estimulados a:
- Criar indicadores sólidos e realizar análises profundas de dados.
- Avaliar criticamente a produtividade (“O que eu produzo e como posso ser mais eficiente?”).
- Otimizar processos, mas sempre mantendo o olhar apurado e empático voltado para o cliente final: o paciente que confia sua vida à instituição.
Para a coordenadora de Enfermagem da Santa Casa de Votuporanga, Vanessa Ribeiro, o evento marca um passo essencial para o futuro do atendimento na região, destacando a importância de unir a precisão técnica ao calor humano.




