Com nome de craque argentino, atacante teve bom desempenho antes da parada para a Copa do Mundo: “Trabalho em silêncio”.
A vitória suada por 1 a 0 sobre a Chapecoense, no dia 31 de maio, rendeu boas notícias ao Palmeiras. Além dos três pontos e da manutenção da liderança do Campeonato Brasileiro, a comissão técnica viu de perto a boa atuação de Riquelme Fillipi.
Ele entrou no segundo tempo e apresentou bom volume de jogo para um Palmeiras que precisava da vitória em seus domínios e ainda tinha um jogador a menos.
O jogador começou no Nacional, de São Paulo, e também teve passagem pelo Ibrachina antes de desembarcar na Academia de Futebol. Quando chegou, era um desconhecido. Hoje, busca mais oportunidades no segundo semestre – ele só atuou em sete jogos pelos profissionais neste ano, sendo mais da metade no início do Campeonato Paulista.
“Prefiro trabalhar em silêncio para buscar a minha oportunidade. Ela sempre aparece para quem sonha. O jogo contra a Chapecoense foi muito gratificante porque eu consegui mostrar aquilo que venho trabalhando há meses”, disse, em entrevista exclusiva ao ge.
Conhecido pelo “um contra um”, Riquelme atua como externo e já marcou quase 60 gols nas categorias de base do Palmeiras, além de ter distribuído mais de dez assistências. Ele ainda não participou diretamente de um tento no time de cima.
Isso pode mudar no segundo semestre, e o principal trunfo, na opinião de Riquelme Fillipi, é a relação com Abel Ferreira: “Ele é um cara que deixa o jogador muito à vontade para opinar sobre o jogo. Tem as convicções dele, claro, mas o espaço está aberto para que a gente converse e encontre o melhor caminho. Comigo sempre foi assim.”
O atacante já conquistou diversos títulos nas categorias de base, como o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Paulista. Entre o sub-17 e o sub-20, na mesma geração de outros craques, como Estêvão, ele construiu uma bonita história no Palmeiras.
Sob os olhares de João Paulo Sampaio, coordenador de base e considerado um “pai postiço”, o jogador foi mais um a ganhar proteção de sondagens europeias com uma multa rescisória gigante: 100 milhões de euros, cerca de R$ 600 milhões na cotação atual.
O sonho de Riquelme Fillipi é jogar na Europa, mas a ideia é fazer história no Palmeiras antes de buscar novos caminhos: “Me sinto muito tranquilo, tenho contrato com o Palmeiras até 2029. Não fico ligando muito para esse negócio da multa, isso é papo para o meu pai e meus empresários, meu estafe mesmo. O importante pra mim é buscar meu espaço aqui.”
Aos 20 anos, Riquelme Fillipi está no último ano de sub-20 e já trabalha entre os profissionais do Palmeiras. Foi ali, no grupo de apoio, que ele encontrou figuras que o ajudaram bastante.
Os melhores amigos continuam sendo os da base, mas Lucas Evangelista e Paulinho surgem como mentores para Riquelme. Entre conselhos sobre resiliência ou estilo de jogo, Riquelme absorveu e sentiu que melhorou nesse primeiro semestre.
A reapresentação do elenco, que está de recesso por conta da Copa do Mundo, está marcada para a noite do próximo domingo, na Academia de Futebol.
Origem do nome, figura do pai e Copa do Mundo
Além do Palmeiras, Riquelme Fillipi também conversou sobre outros assuntos, como a origem do seu nome. Claro que foi uma homenagem a Juan Roman Riquelme, craque argentino que fez história no Boca Juniors. Ele nasceu em 2006 e, ainda um bebê, “viu” o camisa 10 conquistar a Libertadores mais uma vez.
Era uma ideia do pai, mas não da mãe. O restante da família ficava entre Rogério e Ryan, mas acabou sendo voto vencido diante da devoção do pai. Hoje, Riquelme brinca que aprova a escolha do nome, já que não gosta de nenhuma das outras opções.
O pai, inclusive, funciona como um grande alicerce para a vida esportiva do jogador. Segundo Riquelme, ele sempre apoiou e é uma referência em tempos mais complicados. Em resumo, é o grande ídolo da sua vida, dividindo um pouco das atenções com um tal de Neymar.
Dentro de campo, o camisa 10 do Santos e da seleção brasileira se destaca como referência para Riquelme. O jogador até falou sobre a expectativa antes da convocação para a Copa do Mundo, que não seria a mesma sem o craque: “Não tinha como não convocar. Com ele, temos mais chances de ser campeão, de buscar esse título tão sonhado. Estarei na torcida”, finalizou o jogador, que teve passagens pelo sub-17 e sub-20 da seleção brasileira.
*Com informações do ge





