QUARENTENA – Eis que surgem os verdadeiros artistas caseiros

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O Fármaco votuporanguense Carlos Cavalcante é um deles, que não conseguiu ficar parado em casa e tratou de ocupar seu tempo com verdadeiras obras de artes como esculturas e móveis em madeira.

Andrea Anciães –

Durante a quarentena, declarada por conta da pandemia do novo Covid-19, o direcionamento é #fiqueemcasa.

Foi o incômodo de ver as ruas vazias de dentro da sua casa onde mora em Campo Grande (MS) atualmente que levou Carlos Cavalcante a propor a intervenção artística.

A verdade é que vivemos um momento em que parece escorregar dos nossos dedos tantos direitos que julgávamos óbvios e inescapáveis… como, por exemplo, sair às ruas. A cidade já não é mais nossa, esvaziada de sua complexidade. Ainda assim, precisamos encontrar formas legítimas de expressão em tempos de confinamento. E não há nada mais consagrado para isso do que a arte, foi exatamente isso que Carlos resolveu fazer nas horas vagas dessa quarentena. Todas as expressões de arte são ferramentas que podem, sem exceção, de um modo ou de outro, servir de forma pedagógica e ajudar a compreender algumas coisas. A arte é um ato de amor e também ato de coragem. Cabe aos artistas passar o seu recado.

E foi pensando assim que foram surgindo as primeiras peças desse artista plástico, usando a imaginação e seu talento que Carlos Cavalcante vêm criando peças belíssimas e de muito bom gosto!

Trabalhando o espaço como campo fértil de imaginação e distração, mas também de consciência e enfrentamento nesse período de pandemia que assola o mundo e também o país. Respeitando o isolamento social e usando toda sua capacidade de criação o artista Carlos Cavalcante descobriu uma forma sensacional de tornar a travessia desse momento mais suave.

Vale ressaltar que além de “desestressar”, a atividade também ajuda a desenvolver habilidades como a criatividade, a emoção e a percepção!

 

Carlos Cavalcante criado em Votuporanga desde os 4 anos de idade passou a residir em Campo Grande desde 2013. “No momento trabalha no desenvolvimento de um teste revolucionário de covid 19.

“Minha inspiração veio nesta quarentena, sentindo a necessidade que me ocupar nos momentos vagos. Observei uma árvore seca na praça enfrente a minha casa, já vi meu primeiro trabalho ‘A Expiação. Depois foram surgindo ideias. A mesa de rodelas de madeira. E aí não parei mais. A imaginação é uma grande arma nestes momentos de isolamento, ela trabalha nosso emocional quando bem usada”, ensina.

Todos os trabalhos foram feitos nos últimos 3 meses de isolamento

“Olho para o material e vejo à transformação, aí tento fazer como imaginei. A sensibilidade, a arte os bons pensamentos são fundamentais para se manter bem. Ouvir uma música, escrever o que sente”, diz o artista.

Nas palavras de Carlos a proposta é uma maneira de unir os pensamentos, a criatividade e com isso tecer a esperança. “Durante toda a história da humanidade a arte sempre teve o papel de atingir os nossos sentimentos e acolher a nossa sensibilidade, agora não será diferente”, finaliza.

 

Peça que ele batizou de 100% reciclagem

Mesa de pinus

Mesa feita com rodelas de madeira

Carlos e sua cama para terapias de Prana e Cromoterapia

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