Quanto pior melhor para pintar

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Por Gustavo Rapassi –

Incrível como é gratificante transformar materiais alternativos e descartados em utilitários e decorativos, apenas com pintura artística.

Essa matéria prima que muitas vezes temos em casa, como utensílios antigos ou objetos sem utilidade, embalagens comerciais ou até mesmo um cantinho de parede, servem para se fazer essa transformação.

 

Mas que tipo de peça e melhor usar para pintar?

Objetos de madeira, cerâmica ou metal, como panelas, vasos, ralador, gavetas, malas velhas e peças em geral que são descartadas e também caixotes e carreteis de madeira, ou ainda vasos cerâmicos ou de concreto, sevem para se transformar em decoração e para pintar e assim criar um novo ciclo para esse objeto, ou seja reciclar os objetos e com eles nosso animo e nossos hábitos.

Tudo serve para pintar e se transformar em decoração, quanto mais inusitado e mais incomum, melhor.

E quanto mais rustica e porosa for a superfície melhor para a tinta PVA grudar no objeto.

Pintar sobre uma peça velha, muitas vezes judiadas pela ação do tempo, já coberta com antigas camadas de tinta, com rachaduras e buracos, as vezes até faltando um pedaço, pode oferecer um resultado surpreendente.

Ou seja, quanto pior estiver a peça, mais interessante pode ser para trabalhar.

Como uma tabua, uma porta, uma janela, ou um pedaço de qualquer coisa, que muitas vezes não serve pra mais nada e pode ser uma das últimas possibilidades de se utilizar este objeto, que carrega consigo muita história, marcadas em seus defeitos, amassados e lascados.

O processo terapêutico, já acontece em você, na idealização e no planejamento do que vai-se fazer, o entusiasmo já toma conta do seu ser ali mesmo.

Para perceber o que é possível de se transformar, você precisa desenvolve seu “olhar clinico”, ou seja, quando se olha uma peça que aparentemente não serve pra mais nada e você passa a ver nela uma nova função e uma possibilidade de renovar seu visual e sua utilidade.

E essa capacidade vai se ampliando com pesquisas e com a experiência.

As vezes leva um tempo para entendermos se uma ideia é boa ou não, se funciona ou não e assim também pode ser bonito ou não. Mas por isso é que temos que fazer para experimentar e depois avaliar se deu certo ou não.

Um produto criativo pode ser difícil de ser aceito ou interpretado no começo, muitas vezes ele precisa de um esforço maior e um tempo para ser compreendido e fica mais fácil de ser aceito quando tem uma utilidade e não fica apenas decorativo.

Trabalhos manuais e artísticos como estes proporcionam um resultado na decoração que muitas vezes pode não agregar valor comercial, tanto quanto agrega o valor afetivo e criativo.

Transformar uma peça assim é um desafio e desenvolve a percepção criativa de quem pratica tanto quanto de quem a contempla.

Assim também causa uma transformação no emocional e na autoestima de quem fez, maior do que a transformação na peça em si.