Conforme o Ministério Público, a vítima tinha 45 dias quando morreu em Ouroeste/SP. Conforme o promotor Eduardo Boiati , qualificadoras como meio insidioso, motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da criança foram consideradas no processo.
Uma mulher de 30 anos foi denunciada à Justiça por causar a morte da própria filha, uma recém-nascida de 45 dias, após consumir cocaína e amamentar a criança em Ouroeste/SP.
A mãe foi denunciada pelo Ministério Público por feminicídio contra vítima com menos de 14 anos.
Conforme o promotor Eduardo Boiati , da comarca de Ouroeste, qualificadoras como meio insidioso, motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da criança foram consideradas no processo.
A reportagem tentou contato com a defesa da denunciada, mas não obteve retorno.
Ainda segundo o promotor, a bebê teve dificuldade para respirar e sofreu morte súbita. A vítima foi encaminhada para um hospital da região, mas não resistiu.
O laudo necroscópico confirmou que a causa do óbito foi “intoxicação exógena por agente químico derivado da cocaína”.
Durante as investigações, foi constatado que a mãe ingeriu cocaína e, logo depois, amamentou a bebê, assumindo o risco de matar a filha. Os exames da perícia confirmaram a presença do principal metabólito presente na cocaína (benzoilecgonina) no sangue da recém-nascida, além de uma substância farmacológica que pode ser transmitida pelo leite materno.
A perícia confirmou categoricamente que o entorpecente é passível de transmissão pelo leite materno. Também pontuou que a droga alcançou o organismo da bebê após a amamentação.
Ainda conforme a denúncia, o MP diz que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar. O promotor ainda citou a necessidade de a mãe manter o vício em detrimento da vida da própria filha.
O caso ocorreu em 24 de novembro de 2024, e a denúncia foi feita em 14 de janeiro deste ano. Até a última atualização desta reportagem, a mulher respondia ao crime em liberdade.
*Com informações do g1





