
Preocupação com corrupção variou 14 pontos em um ano e chegou a 42% em março, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (24).
Pesquisa Ipsos divulgada nesta terça-feira (24.mar) mostra que 48% dos brasileiros citam crime e violência como principal preocupação. A corrupção continua em segundo lugar, com 42%, como na pesquisa anterior.
“Esse movimento dialoga com a maior presença do tema no noticiário recente, com episódios como o caso envolvendo o Banco Master, que ganhou repercussão nas últimas semanas, além de um ambiente político mais aquecido em um ano de eleições, em que debates sobre integridade, uso de recursos e responsabilidade fiscal tendem a ganhar ainda mais visibilidade”, avalia o CEO da Ipsos Brasil, Diego Pagura.
Na sequência, aparecem pobreza e desigualdade social, com 36%, e saúde, com 35%. Impostos fecham o grupo das cinco principais preocupações, com 28%.
A pesquisa Ipsos entrevistou cerca de 1.000 pessoas de 16 a 74 anos no Brasil entre 20 de fevereiro e 6 de março em 30 países.
Veja os números:
- Crime e violência: 48% (eram 49% em fevereiro, 41% em janeiro, 45% em dezembro e 52% em novembro);
- Corrupção: 42% (eram 40% em fevereiro, 33% em janeiro, 36% em dezembro e 34% em novembro);
- Saúde: 35% (eram 38% em fevereiro, 36% em janeiro, 34% em dezembro e 36% em novembro);
- Pobreza e desigualdade social: 36% (eram 34% em fevereiro, 33% em janeiro, 31% em dezembro e 38% em novembro);
- Impostos: 28% (eram 27% em fevereiro, 28% em janeiro, 27% em dezembro e 25% em novembro);
- Educação: 22% (eram 22% em fevereiro, 19% em janeiro, 22% em dezembro e 22% em novembro);
- Inflação: 22% (eram 21% em fevereiro, 26% em janeiro, 24% em dezembro e 23% em novembro);
- Desemprego: 15% (eram 15% em fevereiro, 16% em janeiro, 15% em dezembro e 16% em novembro);
- Ameaças contra o meio ambiente: 10% (eram 10% em fevereiro, 11% em janeiro, 13% em dezembro e 9% em novembro);
- Mudança climática: 9% (eram 10% em fevereiro, 18% em janeiro, 14% em dezembro e 12% em novembro);
- Ascensão do extremismo: 8% (eram 8% em fevereiro, 9% em janeiro, 9% em dezembro e 9% em novembro);
- Declínio moral: 5% (eram 4% em fevereiro, 5% em janeiro, 5% em dezembro e 4% em novembro);
- Conflito militar entre nações: 4% (eram 3% em fevereiro, 3% em janeiro, 3% em dezembro e 2% em novembro);
- Manutenção de programas sociais: 2% (eram 2% em fevereiro, 3% em janeiro, 4% em dezembro e 3% em novembro);
- Coronavírus (Covid-19): 1% (eram 2% em fevereiro, 3% em janeiro, 2% em dezembro e 2% em novembro);
- Terrorismo: 1% (eram 2% em fevereiro, 3% em janeiro, 4% em dezembro e 5% em novembro);
- Acesso ao crédito: 1% (eram 1% em fevereiro, 2% em janeiro, 1% em dezembro e 1% em novembro);
- Controle de imigração: 1% (eram 1% em fevereiro, 1% em janeiro, 1% em dezembro e 1% em novembro).
“No caso da corrupção, as investigações do escândalo do Banco Master e da fraude do INSS seguem dando visibilidade a esse problema crônico do país. Ambas as preocupações, se olharmos os últimos 12 meses, subiram 11 pontos quando comparadas a fevereiro de 2025” diz o CEO da Ipsos.
Preocupações mundiais
Crime e violência (33%) segue como a principal preocupação dos entrevistados em outros países. Em seguida aparecem desemprego (29%), inflação (29%) e pobreza e desigualdade social (29%).
Foram entrevistados 24.695 adultos de 16 a 74 anos em 30 países participantes, entre 20 de fevereiro e 6 de março de 2026.
Veja os números globais:
- Crime e violência: 33%;
- Desemprego: 29%;
- Inflação: 29%;
- Pobreza e desigualdade social: 29%;
- Corrupção financeira/política: 28%;
- Saúde: 24%;
- Impostos: 17%;
- Controle de imigração: 17%;
- Educação: 14%;
- Conflito militar entre nações: 12%;
- Mudança climática: 12%;
- Declínio moral: 11%;
- Ascensão do extremismo: 10%;
- Terrorismo: 8%;
- Manutenção de programas sociais: 7%;
- Ameaças contra o meio ambiente: 7%;
- Coronavírus (Covid-19): 2%;
- Acesso ao crédito: 2%.
“A fotografia internacional indica menos uma ruptura e mais a persistência de um ambiente de pressão contínua, em que questões econômicas e sociais seguem moldando o humor das populações”, afirma Diego Pagura.




