Dono da SAF admite possível saída do CAV caso clube não encontre novos investidores 

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CAV x Juventus-SP, semifinal da Série A2 do Paulista — Foto: Pedro Zacchi/Ag. Paulistão

Após ficar perto do acesso à elite paulista, dirigentes buscam parceiros para garantir continuidade do projeto em 2027.


Depois de uma temporada em que fez o torcedor sonhar com o acesso à elite do Campeonato Paulista, o futuro do Clube Atlético Votuporanguense vive um momento de indefinição.

Os responsáveis pela SAF do clube admitem que podem deixar o projeto ao fim da temporada, caso não surjam novos investidores ou interessados em adquirir a operação. 

ge conversou com Helton Borges (HSA), um dos proprietários da SAF, que confirmou a busca por novos parceiros e não descartou uma eventual venda do clube: “A nossa intenção é que venham mais investidores para somar ao projeto ou até mesmo alguém interessado em adquirir o clube e dar continuidade ao trabalho. O futebol ficou muito caro para manter um time, e decidimos que, caso isso não aconteça, permaneceremos até o término deste ano.”

“Há 12 anos investimos no clube e, nos últimos três anos, restamos apenas eu e Roberto como investidores. Isso acaba gerando um peso financeiro considerável. Temos patrocinadores que, independentemente do valor investido, nos ajudam bastante, e somos muito gratos por esse apoio.”

Segundo Helton, ainda existe a expectativa de que empresários da cidade possam se juntar ao projeto e ajudar a garantir a continuidade do futebol profissional em Votuporanga: “Vejo que há uma movimentação na cidade para que mais pessoas possam se juntar ao projeto. Ainda temos tempo para que algo aconteça e possa reverter essa decisão. Torço para que o time continue, porque a cidade merece e apoia o clube integralmente. Estamos abertos também a conversar sobre uma eventual venda.”

O dirigente também acredita que o cenário seria diferente caso o clube tivesse conquistado o acesso à Série A1 do Campeonato Paulista, principalmente pelo aumento das receitas e da visibilidade.

“Se o CAV estivesse em uma divisão especial do Campeonato Paulista, nossa postura seria diferente. Nessa situação, a Federação Paulista de Futebol entra com um apoio mais forte, a visibilidade perante os patrocinadores aumenta e, certamente, alcançaríamos um ponto de equilíbrio financeiro”, finalizou Helton.

Helton Borges, um dos donos da SAF do CAV, durante a apresentação do elenco 2024, no dia 28 de novembro de 2023, na Arena Plínio Marin — Foto: Reprodução

ge também conversou com o presidente do clube, Edilberto Fiorentino – Caskinha, que reforçou a preocupação com a sustentabilidade financeira do projeto e lamentou a possibilidade de interrupção das atividades profissionais: “Estou alinhado com os proprietários do clube, Helton e Roberto [Roberto Beleza – Grupo Converd]. Todos nós temos uma grande paixão pelo CAV e por Votuporanga, mas a realidade é que o futebol profissional se tornou muito caro. Hoje, o peso financeiro está concentrado em poucos investidores, e chega um momento em que é preciso analisar a situação com racionalidade.”

“Agora é um momento de reflexão para toda a comunidade. Poder público, empresários e sociedade precisam decidir qual futuro desejam para o futebol de Votuporanga. O valor do CAV não cabe apenas em uma planilha; ele está na identidade e na história da cidade”, encerrou Caskinha.

A discussão acontece tempo depois da eliminação para o Juventus na semifinal da Série A2. O empate sem gols no confronto decisivo impediu o acesso à Série A1.

Enquanto busca alternativas para manter o projeto ativo, o CAV tem presença garantida na Série A2 de 2027. A participação, porém, depende da entrada de novos investidores ou de uma eventual venda da SAF para garantir a continuidade do projeto na cidade. 

*Com informações do ge